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Cidades Abandono

Dois anos após desocupação, prédios da CDHU na zona Sul seguem abandonados

Prédios do Conjunto Paulo Lúcio Nogueira, na zona Sul, estão abandonados há dois anos

12/09/2026 15h08 Atualizada há 2 horas atrás
Por: Redação
Prédios interditados por risco de desabamento continuam de pé e sem solução; cenário de abandono preocupa moradores do entorno
Prédios interditados por risco de desabamento continuam de pé e sem solução; cenário de abandono preocupa moradores do entorno

O conjunto habitacional Paulo Lúcio Nogueira, conhecido como “predinhos da CDHU da zona Sul”, completa dois anos desde que foi desocupado por determinação judicial. As famílias deixaram os apartamentos em 2024 após decisões apontarem riscos estruturais e possibilidade de desabamento.

Desde a retirada dos moradores, o poder público municipal realizou a realocação das famílias e passou a oferecer auxílio-moradia para o pagamento dos aluguéis. Atualmente, o benefício é custeado pela CDHU.

O conjunto possui aproximadamente 880 apartamentos distribuídos em 44 blocos. Dois anos após a desocupação, restaram apenas as estruturas de concreto, expostas à ação do tempo e ao vandalismo. O cenário é de ruínas a céu aberto.

A falta de proteção no entorno também preocupa quem mora nas proximidades. O conjunto não conta com segurança privada e não possui muros suficientes para impedir a entrada de pessoas. A circulação no interior da área aumenta os relatos de insegurança entre os vizinhos.

Durante a visita da reportagem, foram observadas pessoas circulando sobre os telhados de alguns blocos. Além do risco de acidentes, a presença de pessoas no local evidencia a facilidade de acesso às estruturas que permanecem interditadas.

Degradação aumenta

O abandono trouxe uma série de problemas apontados por moradores da região. Entre as reclamações estão falta de iluminação, invasões, presença de insetos e animais peçonhentos e aumento da sensação de insegurança.

Outro ponto de preocupação é o acúmulo de água em diferentes áreas dos prédios. Moradores temem que esses pontos possam favorecer a proliferação do mosquito transmissor da dengue, principalmente durante períodos de chuva.

Futuro indefinido

Mesmo dois anos após a desocupação, não há informações de reforma ou demolição dos blocos.

A situação mantém a preocupação entre moradores do entorno e aumenta a cobrança por uma definição sobre o futuro do conjunto. A principal questão é saber se os prédios serão demolidos, recuperados ou passarão por outra intervenção.

Sem reforma ou demolição, as estruturas permanecem expostas ao tempo. O desgaste pode ser observado em diferentes blocos, que apresentam sinais de deterioração e vandalismo.                                     (Fonte: Jornal A Cidade de Marília)

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