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Região recebe R$ 338 mi de repasse de ICMS em 2005; Marília e Pompeia lideram
Valores cresceram R$ 135,4 milhões em cinco anos e reforçam caixa das prefeituras
03/05/2026 18h06 Atualizada há 4 horas atrás
Por: Redação
Marília atingiu em 2025 o maior volume de repasses de ICMS da série histórica: R$ 175,9 milhões

A microrregião de Marília recebeu R$ 338,1 milhões em repasses de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em 2025, segundo dados da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. O montante representa um crescimento de R$ 135,4 milhões em relação a 2020, quando os municípios da região receberam R$ 202,6 milhões - alta de 66,84% no período.

Na comparação mais recente, entre 2023 e 2025, o avanço foi de 7,13%, com aumento de R$ 22,4 milhões nos repasses, que passaram de R$ 315,6 milhões para R$ 338,1 milhões.

Entre os municípios, Pompéia registrou o maior crescimento proporcional, com alta de 114,94%. Os repasses saltaram de R$ 29,2 milhões em 2020 para R$ 62,8 milhões em 2025. Na sequência, Echaporã teve aumento de 92,75%, passando de R$ 7 milhões para R$ 13,5 milhões.

Também apresentaram crescimento expressivo Garça, que saiu de R$ 20,5 milhões para R$ 35,6 milhões (+73,76%), e Quintana, que passou de R$ 6,6 milhões para R$ 11,4 milhões (+73,22%). Em Vera Cruz, os repasses cresceram de R$ 4,9 milhões para R$ 13,5 milhões no período.

Maior município da região, Marília teve aumento de 49,46% nos repasses, passando de R$ 117,6 milhões para R$ 175,9 milhões - acréscimo de R$ 58,2 milhões em cinco anos.

Outras cidades também ampliaram os valores recebidos, como Oriente (de R$ 3,7 milhões para R$ 6,5 milhões), Lupércio (de R$ 2,9 milhões para R$ 4,8 milhões), Alvinlândia (de R$ 2,1 milhões para R$ 3,9 milhões), Júlio Mesquita (de R$ 2,4 milhões para R$ 4,3 milhões), Álvaro de Carvalho (de R$ 2,7 milhões para R$ 4,5 milhões) e Oscar Bressane (de R$ 2,9 milhões para R$ 5,4 milhões).

As prefeituras recebem 25% de toda a arrecadação do ICMS feita pelo governo do São Paulo. Esse montante é redistribuído entre os municípios de acordo com critérios técnicos definidos pelo Índice de Participação dos Municípios (IPM), que determina a fatia de cada cidade no total a ser repassado.

O principal fator considerado no cálculo do IPM é o Valor Adicionado (VA), indicador que mede a atividade econômica local, como produção, comércio e prestação de serviços. Quanto maior a geração de riqueza no município, maior tende a ser o volume de recursos recebidos, tornando o ICMS uma das principais fontes de receita para as prefeituras.

Repasses para Marília

Os repasses de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para Marília registraram crescimento significativo nos últimos anos. Em 2020, o município recebeu R$ 117,6 milhões. Em 2021, o valor subiu para R$ 149,4 milhões e, em 2022, chegou a R$ 161,3 milhões.

Em 2023, houve uma leve queda, com repasses de R$ 156,6 milhões. Já em 2024, o volume voltou a crescer, atingindo R$ 171,5 milhões, até alcançar R$ 175,9 milhões em 2025 - o maior valor da série. No comparativo entre 2020 e 2025, o aumento acumulado é de 49,46%.

Os dados mais recentes indicam manutenção do crescimento. Nos três primeiros meses de 2026, Marília recebeu R$ 44,2 milhões, valor 10,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o repasse foi de R$ 40,1 milhões - um acréscimo de R$ 4,1 milhões.

O desempenho reforça a importância do ICMS como uma das principais fontes de receita do município, com impacto direto no financiamento de áreas essenciais e na realização de investimentos públicos.