O poliesportivo Olício Gadia, localizado na rua Jericó, na Vila Altaneira, zona Leste de Marília, é um retrato do abandono. Desde agosto de 2024, quando a administração do ex-prefeito Daniel Alonso (PL) cumpriu uma determinação judicial que resultou na demolição do antigo centro comunitário e das instalações de apoio, o espaço permanece inerte e sem qualquer utilidade pública.
O que antes era um ponto de encontro e lazer para as famílias agora exibe um cenário desolador, com escombros e uma vegetação que avança rapidamente sobre o que restou das estruturas. A ausência de planos concretos para revitalização gera frustração entre os moradores, que acompanham a deterioração diária do patrimônio público sem qualquer expectativa de mudança no curto prazo.
As imagens registradas pela reportagem no local confirmam o estado crítico da área. O que era um campo de futebol, localizado ao lado da antiga sede, encontra-se totalmente tomado pelo mato alto, tornando a prática de qualquer modalidade esportiva impossível. A quadra, que outrora servia à juventude, hoje apresenta sinais evidentes de abandono, com o piso desgastado e a infraestrutura metálica das traves e tabelas tomada pela ferrugem e pela falta de manutenção preventiva.
A ausência de qualquer sinal de obras ou limpeza básica indica que o local foi deixado à própria sorte, servindo apenas como um lembrete físico da perda de um equipamento público essencial para a qualidade de vida da comunidade local. A Vila Altaneira sente profundamente a falta de um centro comunitário, uma estrutura que era vital para a integração e o desenvolvimento social dos moradores.
Com a demolição completa das instalações que abrigavam as atividades de convivência, a vizinhança perdeu o seu principal ponto de apoio para reuniões, projetos sociais e eventos culturais. Hoje, a ausência dessa referência geográfica e social deixa os residentes desassistidos, forçando-os a buscar alternativas em outros bairros ou a conviver com o isolamento das atividades comunitárias. A lacuna deixada pela ausência dessa sede é evidente, pois o local, que deveria ser um polo de união, tornou-se apenas um terreno baldio de difícil acesso e sem finalidade.
A indignação dos moradores é o reflexo de um descaso que se arrasta há meses, sem que nenhuma providência de reestruturação tenha sido sinalizada pelo poder público. Ao conferirem o estado atual da rua Jericó, os vizinhos lamentam que o campo de bocha e as dependências que compunham o complexo tenham sido sumariamente eliminados, sem que uma nova proposta fosse apresentada à comunidade.
A situação do campo de futebol, que resiste ao lado das ruínas do centro comunitário, é o símbolo da negligência que se instalou na Vila Altaneira. Sem qualquer sinal de corte de vegetação ou manutenção dos alambrados e do solo, o gramado foi superado pelo capim e pelo descarte irregular, perdendo sua função de campo esportivo.
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