O Cemitério da Saudade, localizado na avenida da Saudade, deve receber cerca de 15 mil visitantes neste Dia de Finados, sábado (2 de novembro). Com 24 mil túmulos e cerca de 100 mil pessoas sepultadas, o local estará aberto das 7h às 18h.
Fundado em 1929, o cemitério é o mais tradicional de Marília. Em média, ocorrem três sepultamentos por dia. O espaço conta com capela, cruzeiro central e um sistema informatizado que facilita a busca por sepulturas. As consultas podem ser feitas pelo nome do falecido, data de falecimento, nome dos pais ou sobrenome.
Mais do que um local de despedidas, o Cemitério da Saudade também é reconhecido por sua dimensão religiosa e simbólica. Além dos visitantes que prestam homenagens a familiares, o espaço recebe fiéis e devotos que buscam intervenções espirituais e graças atribuídas a túmulos que se tornaram parte da devoção popular mariliense.
O mais visitado é o túmulo de Guaracy Marques Pinto, o “Pé de Veludo”, Guaraci Marques Pinto, morto durante um confronto com a polícia aos 21 anos. Chamado de Pé-de-Veludo, a Guaraci são atribuídas inúmeras graças e milagres.
Outro túmulo que emociona os visitantes é o da menina Iracema Rufino dos Santos, morta aos 7 anos de idade em 1953, vítima de violência. A sepultura concentra várias placas de agradecimentos por supostas “graças” recebidas.
Também chama atenção a sepultura do garoto Antônio Carlos, jovem músico falecido no início dos anos 1960. Seu túmulo, feito em forma de piano, destaca-se pela originalidade e pelas placas de agradecimento - mais de 30 - deixadas por fiéis que afirmam ter recebido graças alcançadas por sua intercessão.
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